Aqui recalca-se e aproveita-se para escrever o que se sabe que a memória selectiva mais cedo ou mais tarde vai apagar

sexta-feira, 3 de junho de 2011


Já não te sinto em mim...

Ainda hoje olhei para o fundo dos teus olhos, só para saber se ainda eras tu quem habita esse corpo que arrastas por ai.

Os olhos são agora mais fundos, não vi o brilho que costumavas ter, nos lábios nem uma sombra do sorriso com que contagiavas.

“Já não te sinto em mim

já não te sinto em ti

já não te sinto em mais ninguém”

A


Tenho saudades de ti, de me sentar contigo numa qualquer esplanada , pedir um café, sacar dum cigarro e ficarmos horas à conversa.


Tenho saudades de tanta coisa que já não temos.... tenho saudades de saber o que se passa só com um olhar...

Os amigos nunca se perdem, pelo menos não quando são verdadeiros, mas afastam-se, deixam de ser parte do dia a dia para serem amigos festivos, que só vemos três vezes por ano no máximo... tenho saudades de sermos amigas de dia a dia...



“A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
E tudo que era fundo fica perto

Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Trocamos as palavras mais escondidas
E só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer

Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho”

MV




Nunca mais nos sentámos na esplanada, escondida nas traseiras, do café da terra...

Nunca mais fomos as mesmas...., provavelmente não mais o seremos... mas mesmo assim tenho saudades...

Perdemo-nos a meio....



“Eu espero no tempo
Algum sinal teu
Enquanto a saudade aperta
Agarro-me ao mundo
Recolho o que é meu
A ver se a vida se acerta
Naquilo que prometeu “

MV


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Pacificamente Louca

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Etrónimo

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Sou mulher; Sou Louca e como qualquer louca, apaixonada pelas pessoas e pelo mundo